Sesc traz o espetáculo de teatro – Fome

Fome.doc é um trabalho cênico inspirado nas técnicas e princípios do teatro documentário que discute, sob diferentes ângulos, a fome no mundo. Da fisiologia humana à Glauber Rocha, de Oscar Wilde à João Cabral, da Palestina ao Sudão do Sul, de Beethoven ao rock, do agronegócio ao MST, a montagem apresenta um panorama de processos sociais que revelam a desumanização no mundo da mercadoria. Para assim vislumbrar o seu possível contrário.

O trabalho, portanto, é marcado tanto pelo signo da mais brutal das violências, aquela que subtrai o indispensável à sobrevivência, quanto pela necessidade de dar sentido à vida. Assim, ao documentar a fome, o projeto apresenta perspectivas e formas diversas. Trata-se da fome que extermina – e o século 21 continua fornecendo muitos exemplos -, e também da fome que, diante das misérias, aponta para a luta por dignidade, beleza, verdade e justiça. As estratégias cênicas, que incluem música ao vivo e uma curta exibição de imagens, vão do registro claramente narrativo à insinuação dramática, passando pela farsa e pelo burlesco.


Ficha técnica

Roteiro e direção geral: Fernando Kinas
Elenco: Fernanda Azevedo e Renan Rovida
Direção e execução musical: Eduardo Contrera
Iluminação: Aline Santini
Cenário: Márcia Moon
Figurino: Madalena Machado
Assistência e operação de luz e som: Clébio Souza (Dedê)
Edição de imagens: Luiz Gustavo Cruz
Confecção de marionetes: Celso Ohi
Preparação vocal: Roberto Moura
Vozes gravadas: Marilza Batista e Félix Sánchez
Programação visual: Camila Lisboa (Casa 36)
Fotografia: Filipe Vianna
Cenotécnico: Lázaro Batista Ferreira
Produção: Luiz Nunes e Daniela Embón
Divulgação: Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Realização: Kiwi Companhia de Teatro

Aqui material que embasa a pesquisa para construção da peça: http://www.kiwiciadeteatro.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Dossie%CC%82-Fome-doc-2017-BAIXA-1.pdf

Sobre a Kiwi de Teatro:

A Kiwi Companhia de Teatro surgiu em 1996 e produziu uma quinzena de montagens teatrais. Além das peças, o grupo realizou leituras dramáticas de autores como Samuel Beckett, Franz Kafka, Hilda Hilst, Elfriede Jelinek, Heiner Müller, Julio Cortázar e Martin Crimp, organizou cursos, oficinas e debates sobre a encenação e a dramaturgia contemporâneas e eventos multiartísticos.

A Companhia publica, desde 2013, o caderno de estudos Contrapelo. Um dos objetivos do grupo responde à necessidade de, simultaneamente, fazer e pensar o teatro, contribuindo para a construção de pensamento crítico à respeito da sociedade brasileira. A Companhia é formada por componentes fixos e colaboradores em diversas áreas: Fernanda Azevedo, Fernando Kinas, Luiz Nunes, Daniela Embóm, Eduardo Contrera, Luciana Fernandes, Elaine Giacomelli, Maria Carolina Dressler, Maíra Chasseraux, Vicente Latorre, Renan Rovida, Clóvis Inocêncio, Luiz Fernando Bongiovanni, Julio Dojcsar, Marcia Moon, Madalena Machado, Heloísa Passos, Clébio Souza (Dedê), Aline Santinni, Luiz Gustavo Cruz, Maysa Lepique, Filipe Vianna, Paulo Fávari, Camila Lisboa, Marina Willer, Paulo Emílio, Gavin Adams e Marie Ange Bordas.

Os trabalhos da companhia foram apresentados em diversas cidades do país e participaram de vários festivais e encontros de teatro e performance (Bogotá, Los Angeles, Recife, São José do Rio Preto, Salvador, Rio de Janeiro, Curitiba, Florianópolis, entre outros). Em 2007 a companhia foi selecionada pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo com o projeto Teatro/mercadoria – Espetáculo e miséria simbólica, que incluiu apresentações teatrais, oficinas, debates e a realização de dois eventos multiculturais (festa & ideias). Ainda em 2007 a Kiwi Companhia de Teatro foi convidada pelo Sesc São Paulo para mostrar parte do seu repertório na Mostra SESC de Artes. As atividades incluíram três peças e três processos de trabalho, seguidos de debates. Em 2008 a Companhia representou o Brasil no Seminário Internacional de Performance e Feminismo Actions of Transfer – Women‘s Peformance in the Americas, organizado pela Universidade da Califórnia (ucla), Estados Unidos. O grupo produziu, em parceria com As Atuadoras, o documentário Actions of transfer – O olhar brasileiro, com apoio institucional da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres do Governo Federal.

Em agosto de 2009 a Kiwi Companhia de Teatro apresentou em Bogotá (Colômbia) a performance Carne – Histórias em pedaços no 7º Encuentro Ciudadanias en Cena, organizado pelo Instituto Hemisférico de Performance y Política. Em 2010 a Companhia foi mais uma vez selecionada pelo Programa de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo, agora com o projeto Carne – Patriarcado e capitalismo, que se estendeu até setembro de 2011. Este projeto incluiu apresentações teatrais, oficinas, debates, ciclo de filmes, intervenções urbanas e a realização de dois eventos multiartísticos (festa & ideias). Em 2011 o grupo foi contemplado com o Prêmio Myriam Muniz (minc/funarte) para apresentar o trabalho cênico Carne no Estado do Pará (Belém e Marabá) e no interior de São Paulo.

Em 2012 a Companhia iniciou o projeto Morro como um país – A exceção e a regra, apoiado pelo Programa de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo. No ano seguinte, este trabalho resultou em diversas atividades, incluindo uma temporada de dois meses. Em 2013 a Companhia recebeu dois prêmios nacionais (Myriam Muniz e Marcas da Memória), permitindo a realização de uma temporada do projeto Morro como um país pelo Ceará, Paraíba, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Nos primeiros meses de 2014, o grupo ganhou dois editais (proac do Estado de São Paulo e Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo) e Fernanda Azevedo recebeu o Prêmio Shell de melhor atriz por seu trabalho em Morro como um país. No segundo semestre a Companhia foi selecionada para o Circuito Cultural Paulista, circulando por oito cidades do interior do Estado com o trabalho Carne.

No primeiro semestre de 2015 o grupo desenvolveu o projeto Manual de autodefesa intelectual, que incluiu diversas atividades, estreou no Sesc Belenzinho e fez segunda temporada no Galpão do Folias, em São Paulo. Em maio o grupo participou do Circuito TUSP de Teatro com a peça Carne e, em junho, esteve em Porto Velho (RO), a convite do Festival Tapiri, apresentando a intervenção Três metros quadrados. Em 2016 ganhou o edital da Cultura Inglesa (SP) e montou Material Bond, obra inspirada na obra do dramaturgo e ensaísta britânico Edward Bond. Ainda em 2016 ganhou o edital de Fomento ao Teatro para a cidade de São Paulo e realizou o projeto Fome.doc, que incluiu uma peça homônima, novas temporadas de Manual de autodefesa intelectual e Material Bond, além de apresentações do trabalho cênico Carne, a publicação do Caderno de Estudos Contrapelo 3 e diversas outras atividades.

Em 2018 o grupo foi convidado para apresentar Manual de autodefesa intelectual na mostra oficial da 27ª Edição do Festival de Teatro de Curitiba.

Serviço:

Data: 28 de fevereiro, quinta-feira.

Horário: 20h.

Ingressos: R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (meia); R$ 5,00 (credencial plena).

Local: Unidade São Carlos – Av. Comendador Alfredo Maffei, 700 – Jd. Gibertoni – São Carlos – SP

Mais informações pelo telefone: 3373-2333

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