PUSP-SC: Manejo arbóreo e ações da Seção de Áreas Verdes

Conheça as ações da Seção de Áreas Verdes e da Área de Projetos da DVMANOPER da Prefeitura do Campus

Você sabia que para cada árvore que precisa ser suprimida em nosso Campus no mínimo outras quatro são plantadas? Quando são árvores mais antigas, maiores e de espécies nativas esse número pode chegar a oito novas árvores.

Até março de 2019, 3.798 árvores foram plantadas no Campus, parte delas como compensação ambiental (também chamado de pedágio) em virtude da supressão de outras 382, seguindo determinação da Coordenadoria de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de São Carlos – SP. Além disso, três relatórios – para cada uma das mudas – precisam ser apresentados evidenciando o plantio, desenvolvimento e crescimento no período de um ano.

Nosso Campus conta com cerca de 17.000 árvores, 2.000 na Área 1 e 15.000 na Área 2. Na Área 2, são 213.012,51 m² de reserva legal e 144.028,39 m² de Área de Preservação Permanente (APP).

Reservas legais e APPs na Área 2 – Foto: Edmilson Luchesi – Comunicação PUSP-SC

Quando a poda ou supressão é necessária

A medida que recomenda a poda de galhos ou até mesmo a supressão de uma árvore é baseada em ações preventivas e laudos técnicos de especialistas e busca evitar possíveis quedas preservando a integridade física de pessoas e do patrimônio material do Campus. Em 2013, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) produziu um relatório técnico sobre a avaliação das árvores da USP São Carlos que, baseado em resultados de análise externa e, algumas vezes, com o uso de tomógrafo, recomendou o manejo de 616 árvores, das quais 103 a serem suprimidas – o que foi feito. Naquele ano, houve um evento fatal com uma estudante atingida por um galho.

Palmeiras-jerivás: plantadas em 2013, no entorno da Praça Registrum na Área 1 – Foto: Sônia Costardi – DVMANOPER

Atualmente, essas avaliações contam com o apoio de especialistas da área: os doutores Pedro Pacheco, engenheiro florestal da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA), e Demóstenes Ferreira da Silva Filho, professor no Departamento de Ciências Florestais da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), ambas da USP.

Exemplares de pau-brasil na Área 1 – Foto: Sônia Costardi

Como um dos principais objetivos da interação com esses especialistas, pretende-se criar um sistema de monitoramento identificando as árvores da Área 1 que representam algum tipo de risco por meio de placas de sinalização de alerta até que o procedimento preventivo recomendado seja efetuado. Também serão coletadas informações sobre as árvores com identificação de espécie, necessidade de podas ou outro tipo de fragilidade; as informações farão parte de um banco de dados que visa facilitar a gestão e o manejo arbóreo do Campus.

O professor Sergio Paulo Campana Filho, membro da comunidade há 44 anos e atual Prefeito do Campus, destaca que a PUSP-SC preocupa-se tanto com a preservação ambiental quanto com a segurança e integridade física de pessoas e do patrimônio público da USP. “As soluções menos radicais possíveis sempre são buscadas, tentando inicialmente tratar ou eliminar as enfermidades das árvores para que se evite a supressão. Essa última é feita apenas após avaliação profissional fundamentada em laudos técnicos periciais e conforme as leis brasileiras, exigindo um trabalho meticuloso que envolve corte e retirada de galhos e troncos e até contratação de pessoal terceirizado, no caso de árvores de maior porte”.

Conjunto de Cedros-rosas na Área 1: espécie ameaçada de extinção – Foto: Sônia Costardi

Jequitibá-rosa na Área 1: amplo espaço para um dos maiores exemplares da flora brasileira – Foto: Sônia Costardi

Áreas Verdes da PUSP-SC

A Seção de Áreas Verdes e Meio Ambiente (SCVERD) – criada há 45 anos – e a Área de Projetos da Divisão de Manutenção e Operação (DVMANOPER) da Prefeitura do Campus USP de São Carlos (PUSP-SC) realizam esse trabalho de manejo arbóreo e contam com a colaboração de um engenheiro agrônomo. A arquiteta Sônia Costardi, da DVMANOPER, coordena as atividades referentes às Áreas Verdes.

Rogério Eduardo Bastos, chefe da DVMANOPER, explica que a SCVERD é importante “pois ela analisa previamente e executa a retirada e poda de galhos de árvores com perigo de quedas iminentes diminuindo e minimizando, com isso, os riscos de danos em veículos, edificações e acidentes com pedestres. Além disso, executa um trabalho relevante de abertura e reaterro de covas para plantios de novas mudas de árvores com a devida adubação e irrigação”.

Clique aqui e saiba mais detalhadamente quais as ações desenvolvidas pela SCVERD da PUSP-SC.

Ipês-brancos na Área 1: no futuro, uma alameda de flores brancas – Foto: Sônia Costardi

Mais informações:
DVMANOPER PUSP-SC: (16) 3373-9125
E-mail: manutencao.prefeitura@sc.usp.br

Por Suzana Xavier da Assessoria de Comunicação da PUSP-SC

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