Bailarina negra comemora chegada de sapatilhas com seu tom de pele

Uma bailarina negra brasileira, que trabalha nos EUA, comemorou a chegada de sapatilhas com seu tom de pele.

Ingrid Silva, do Dance Theatre of Harlem, em Nova York, disse que agora não vai mais precisar pintar suas sapatilhas de marrom para trabalhar, o que foi obrigada a fazer durante 11 anos. 

“Pelos últimos 11 anos, eu sempre pintei a minha sapatilha. E finalmente não vou ter mais que fazer isso! FINALMENTE. É uma sensação de dever cumprido, de revolução feita. Viva a diversidade no mundo da dança. E que avanço viu. Demoro (sic) mas chego (sic)! A vitória não é somente minha e sim de muitas futuras bailarinas negras que virão por aí”, escreveu a bailarina no Instagram.

Apesar de haver tantos negros no mercado de dança, há apenas um ano algumas marcas de sapatos para dançarinos começaram a adotar cores em tons mais escuros para pessoas negras.

Em novembro de 2018, o “The New York Times” publicou um artigo criticando a demora para, lembrando que elas surgiram 200 anos depois das sapatilhas em tons rosados.

Como

Nos Stories do Instagram, a bailarina disse que outras marcas já adotaram as mudanças e que entrou em contato com a japonesa Chacott para pedir que incluíssem tons de sapatilhas para pessoas negras.

“ELAS CHEGARAM!!!”, comemorou Ingrid em um post este mês.

Ingrid gravou vídeos ressaltando o quanto aquele dia foi para ela “importantíssimo”.

“Estou aqui para celebrar com vocês. Minhas sapatilhas chegaram! Isso foi um processo de anos”.

“As marcas têm que estar abertas à diversidade. É assim que o mundo é. Isso é uma grande vitória, não só para mim, mas para o nosso futuro da dança”, afirmou.

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