Crédito imobiliário prefixado oferece estabilidade no longo prazo, mas há taxas menores no mercado

nova linha de crédito imobiliário da Caixa, com taxas prefixadas, exigirá uma análise cuidadosa do consumidor. Embora seja uma boa notícia do ponto de vista de oferta de produtos no mercado, a modalidade pode não ser vantajosa para todos os brasileiros. Isso porque hoje há taxas menores que a do novo produto lançado pela Caixa, que pode ficar entre 8% e 9,75% ao ano. A escolha dependerá mais do perfil de risco de cada um.

“Essa é uma modalidade para proporcionar estabilidade no longo prazo para o consumidor”, diz vice-presidente de Habitação Econômica do Secovi-SP, Rodrigo Luna. Segundo ele, nesse produto, o risco é repassado para o banco e o consumidor fica seguro. Em contrapartida, a taxa de juros é maior comparada a uma modalidade que cobra juros e TR (Taxa Referencial).

Para Evaldo Perussolo, cofundador do Banco Bari, numa análise pura e simples, as modalidades ligadas à TR parecem ser melhor opção no atual cenário. Nos últimos dez anos, a TR máxima foi de 2% ao ano. Agora ela está zerada, diz ele. “Se verificarmos que a própria Caixa tem taxas de crédito imobiliário de 6% ao ano mais TR, o custo da linha prefixada é maior.” Mas, pondera ele, a taxa fixa livra o consumidor das instabilidades do mercado.

Mudança

Na avaliação de Rafael Sasso, cofundador da plataforma MelhorTaxa, especializada em crédito imobiliário, independentemente de ser ou não vantajoso para todos os consumidores, o lançamento da Caixa representa uma mudança estrutural na oferta de crédito no Brasil. “Somos um mercado muito ruim; todos faziam a mesma coisa”, diz ele, referindo-se à falta de alternativas de financiamentos no mercado.

“É um avanço para o consumidor e para a concorrência bancária. Agora começa a ter diversificação e flexibilidade na oferta de crédito”, destaca o executivo. Na avaliação dele, boa parte dessa mudança de paradigma se deve ao atual patamar da taxa Selic, em 4,25% ao ano.

Sobre as vantagens das modalidades existentes no mercado, Sasso recomenda que o consumidor olhe sempre o custo efetivo total do financiamento (que inclui uma série de taxas) para analisar qual a melhor alternativa. Hoje, diz ele, há várias plataformas e instituições que ajudam a fazer esse trabalho de forma simples.

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