Goleada do Guarani sobre o Palmeiras pela Libertadores completa 41 anos

Há exatos 41 anos, em 25 de março de 1979, o Guarani aplicava uma das goleadas mais marcantes da sua história. Pouco mais de seis meses depois de conquistar o título brasileiro em cima do Palmeiras, o Bugre voltava a levar a melhor sobre o Verdão ao fazer 4 a 1 pelo turno da primeira fase da Libertadores, em um Morumbi lotado.

É o jogo que o GloboEsporte.com vai lembrar nesta quarta-feira revirando o baú do CEDOC da EPTV.

Diante de aproximadamente 58 mil pessoas em um domingo de manhã, o Guarani começou a construir a vitória aos 12 minutos do primeiro tempo, com Gomes, de cabeça. Quatro minutos depois, porém, Jorge Mendonça empatou em jogada individual para o Palmeiras comandado por Telê Santana.

Zenon deixou sua marca naquele jogo — Foto: Reprodução EPTV

Zenon deixou sua marca naquele jogo — Foto: Reprodução EPTV

Mas também logo na sequência, aos 20, Zenon recolocou o Bugre na frente em lindo chute de primeira da entrada da área. Em mais um gol de defensor, mas desta vez com os pés, o lateral-direito Mauro ampliou aos 14 do segundo tempo, e Bozó, numa pintura por cobertura, fechou o placar com chave de ouro aos 19 minutos, naquele que o hoje ex-jogador classifica como o lance mais bonito da carreira.

Em vídeo gravado para a reportagem, Bozó, com a tradicional irreverência, ainda se “autoproclamou” o melhor em campo. Ele também participou diretamente do primeiro gol ao cobrar escanteio na cabeça de Gomes.

– Estávamos numa fase muito boa, não perdíamos para ninguém e não iríamos perder para o Palmeiras. Ganhamos de 4 a 1, fui o melhor em campo. Fiz um gol que, para mim, foi o mais bonito da minha carreira, que tinha que ser no Guarani, meu time do coração – lembrou Bozó.

Bozó arma o chute para fechar o placar no Morumbi com um golaço por cobertura  — Foto: Reprodução EPTV

Bozó arma o chute para fechar o placar no Morumbi com um golaço por cobertura — Foto: Reprodução EPTV

O Guarani entrou em campo naquele dia com a mesma base campeã no ano anterior: Neneca, Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon (Marinho); Capitão (Miltão), Bozó e Careca, além do técnico Carlos Alberto Silva à beira do campo.

O Bugre ainda viria a ganhar do Palmeiras no returno da primeira fase da Libertadores, por 1 a 0, no Brinco de Ouro, com gol de Zenon. Entre julho de 1977 e julho de 1979, o Bugre chegou a ficar nove jogos invicto contra o Palmeiras, com seis vitórias consecutivas durante o período.

Gomes abriu o caminho para a goleada bugrina  — Foto: Reprodução EPTV

Gomes abriu o caminho para a goleada bugrina — Foto: Reprodução EPTV

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