Seleção feminina usa tecnologia para driblar isolamento durante a pandemia de coronavírus

Para driblar o confinamento provocado pela pandemia do coronavírus, a seleção feminina de futebol aposta na tecnologia. Na última sexta-feira, a técnica Pia Sundhage deu início a uma série de reuniões por videoconferência com membros da comissão técnica e com jogadoras para tentar diminuir o impacto do período sem treinos e jogos.

Jogadoras e membros da comissão técnica da seleção feminina se reúnem por videoconferência — Foto: Divulgação/CBF
Jogadoras e membros da comissão técnica da seleção feminina se reúnem por videoconferência — Foto: Divulgação/CBF

Jogadoras e membros da comissão técnica da seleção feminina se reúnem por videoconferência — Foto: Divulgação/CBF

– Fizemos uma reunião com toda a comissão técnica, para manter a rotina de trabalho. As palavras-chave são atuar em conjunto, manter o foco e acompanhar as atletas. Faremos reuniões técnicas e táticas com elas e também teremos alguns encontros virtuais focados nos aspectos físicos e mentais – afirmou Pia em entrevista no site da CBF, após a primeira reunião virtual.

A ideia foi aprovada por quem já participou das conversas.

– Acho que são muito importantes essas reuniões, vai dando espaço para a gente poder interagir mais, e todo mundo poder se ajudar – comentou a atacante Cristiane, do Santos.

– É importante esse contato com a seleção, todo mundo poder conversar, todo mundo poder se ajudar, nem que seja por vídeo, porque no final vai contribuir bastante – observou a meia Andressa Alves, que joga na Roma mas retornou ao Brasil no início da pandemia.

Reuniões de duas a três vezes por semana, às vezes com até uma jogadora

O planejamento da comissão técnica é se reunir de duas a três vezes por semana, às vezes com mais de um encontro por dia, já que também é necessário adequar os horários com os fusos das jogadoras que atuam no exterior. Na última segunda-feira, foram realizadas três videoconferências, com grupos que variavam de seis a dez jogadoras. Mas também haverá reuniões menores, com trios, duplas ou até mesmo individuais.

Por vídeo, Pia pode debater com as atletas questões táticas da equipe e avaliar os últimos amistosos – derrota para a França, a única do Brasil sob o comando da treinadora sueca, e empates com Holanda e Canadá, no início de março, na França. Os encontros virtuais servem, ainda, para a comissão técnica administrar, mesmo que à distância, como as jogadoras estão mantendo a forma durante a quarentena.

– A reunião está durando uma horinha cada grupo, eles têm procurado conversar, perguntar como nós estamos, como a gente está tentando se virar com tudo isso em relação aos treinos. Cada uma vai passando o que está conseguido fazer, o que tem tentado, já que a gente não tem tanto espaço para fazer. Não podemos sair de casa, algumas meninas têm limitação de material, então a gente vai tentando – relatou Cristiane, em vídeo enviado por sua assessoria de imprensa.

A pandemia da Covid-19 causou o cancelamento de todos os amistosos previstos para a data Fifa de abril. O Brasil iria enfrentar a Costa Rica, dia 8, em San José, e os Estados Unidos, dia 14, na Califórnia, no que seria o teste mais forte da equipe antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio, que acabaram adiados.

Enquanto aguardam que a vida e, consequentemente, os esportes voltem ao normal, as jogadoras da seleção seguem a rotina dos milhares de atletas de elite em todo o mundo: tentam se manter em forma, do melhor jeito possível.

– Os próximos passos vão ser outras reuniões individuais para falar sobre tática, e sobre os jogos que a gente fez na França. É um momento difícil para todo mundo, mas a gente tem que tentar fazer o que dá. O que não dá é para a gente ficar parado, porque quando isso passar e voltarem os campeonatos, vai ser bem complicado – disse Andressa Alves, também via assessoria.

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